O câncer será a doença que mais vai matar no futuro, alerta especialista

“Se o sintoma persiste, por alguns meses, procure ajuda médica e explore esse assunto. Uma coceira, um suor noturno, uma gripe atrás da outra. A partir de 2030, a primeira doença responsável por causar mortes será o câncer”, chama atenção a presidente da Associação de Linfoma e Leucemia (Abrale), Merula Steagall.

A entrevista com Merulla, que é administradora de empresas, foi exibida no Ponto a Ponto do último sábado (3), na BandNewsTV. A condução do programa é da jornalista Mônica Bergamo e do sociólogo Antonio Lavareda.
A Abrale lidera o movimento “Todos juntos contra o Câncer”, que nasceu em 2014 reunindo 50 entidades que reivindicam, junto ao governo, as principais demandas da Oncologia no Brasil e auxiliam na implementação da Política Nacional. “Debates, congresso e reuniões de grupo de trabalho são realizados com o objetivo de implementar medidas pontuais”, disse Merula Steagall.
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20 minutos pronto para as eleições

Por Jornal do Commercio – 7/1/2018


O programa 20 Minutos, da TV Jornal, entra em um ano definitivo para sua consolidação. Em 2018, as entrevistas comandadas pelo cientista político Antonio Lavareda terão ainda mais ressonância diante da expectativa para a campanha e as eleições, no Estado e no País. O programa está em período de recesso e preparação. Em outubro, o brasileiro volta a escolher novos deputados, senadores, governadores e presidente. “Vamos focar nos caminhos possíveis nos quatro anos seguintes à eleição. O que a sociedade espera e o que os candidatos se comprometerão a fazer. Eu torço para que as eleições brasileiras desse ano sejam disputadas com uma taxa de racionalidade maior. Que haja menos espaço para promessas vazias e manipulações emocionais. E para que o País não tenha seu futuro comprometido por aventuras populistas”, comentou o cientista político.


O cientista político também comentou a situação de nomes que devem surgir nas eleições, como o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), que pode disputar o Planalto com apoio do presidente Michel Temer (MDB) e de partidos de centro e centro-direita. “O problema no caso dele (Meirelles) é o timing. Ele precisaria se desincompatibilizar no início de abril. Ainda com um a dois por cento de desempenho nas pesquisas e sem capacidade real de atrair aliados de peso”, explicou Lavareda. Em outra entrevista recente ao JC, Lavareda também avaliou, no xadrez político, a condição de Temer e uma certa letargia popular em relação ao governo. “As pessoas sabem que não podem ter o governo ideal. Mas o certo é que continuará intrigando os analistas o fato de um governante com tão baixa popularidade não ser alvo de grandes manifestações de repulsa. Talvez a falta de alternativas explique isso. Talvez o desejo de escapar de novos traumas, como outro impeachment”, ressaltou.

BALANÇO
O programa, transmitido pela TV Jornal aos sábados e replicado pela Rádio Jornal e TV JC, estreou em setembro do ano passado com o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (sem partido). O ministro falou sobre os desafios de encampar a privatização da Eletrobras e da Chesf. E abordou outros temas, como a situação no PSB local, partido que deixaria um mês depois. “A conversa segue em ritmo ágil e estilo direto, transmitida em todas as plataformas do sistema. O programa, pelas suas características – cuidadosa produção e edição primorosa –, é absolutamente diferenciado na TV aberta brasileira”, comentou Lavareda. Além de Fernando Filho, o 20 Minutos seguiu com a participação de outras personalidades de relevância nacional nos universos político e econômico, como os ministros Mendonça Filho (Educação) e Raul Jungmann (Defesa), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro, o ex-ministro da Cultura e músico Gilberto Gil, o jurista e escritor José Paulo Cavalcanti Filho, o governador Paulo Câmara (PSB) e o senador Armando Monteiro (PTB).

Com uma linguagem cênica, com quatro câmeras full HD e qualidade de cinema, o projeto foi resultado de meses de trabalho e pesquisa para deixá-lo no formato dinâmico e analítico. Segundo a diretora de Jornalismo da TV Jornal e Rádio Jornal, Beatriz Ivo, o objetivo é levar ao público a reflexão e estimular o senso crítico sobre as diversas camadas do poder.


O tempo escolhido – 20 minutos – não foi à toa. A proposta é combinar agilidade com profundidade nos temas. “O programa é fundamental para a reflexão do bem comum. Nesta primeira temporada, o 20 Minutos cumpriu bem seu papel. Colocou em pauta temas que serviram para o questionamento dos modelos de gestão, o debate sobre o aprimoramento da governança e a diversidade de opiniões. Assim, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação ajuda o público a enxergar caminhos que possam nos fazer avançar no equilíbrio econômico e social.”

Para Adriana Victor, editora da TV Jornal e uma das responsáveis por levar o programa ao ar, o 20 Minutos é um importante espaço para o debate das ideias. “Conseguimos levantar discussões importantes num momento difícil para o País. Tendo o poder como foco, estimulamos debates, questionamentos e fizemos com que os entrevistados tomassem posição”, comentou.

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Confira a entrevista de Antonio Lavareda ao Jornal do Commercio

Por Angela Belfort (Jornal do Commercio) 31/12/2017

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O sociólogo e advogado Antonio Lavareda analisa um pouco do cenário político, citando as poucas vezes em que um presidente com baixa popularidade conseguiu ter um crescimento econômico depois da redemocratização. Isso também ocorreu com os ex-presidentes José Sarney e Itamar Franco. Lavareda diz que Temer tem o controle mais do que razoável sobre o seu partido e vai ser muito importante na redefinição do que o PMDB fará na eleição de 2018. Ele também afirma que um dos problemas da política é “a qualidade dos parlamentares brasileiros” e argumenta que é necessário discutir as reformas na próxima campanha eleitoral. Confira:

JORNAL DO COMMERCIO – Por que ocorreu o descolamento da economia com a
política?

ANTONIO LAVAREDA – Primeiro, a escolha de uma equipe econômica de qualidade indiscutível aos olhos do mercado e a definição, antes mesmo da posse, mais precisamente desde que o PMDB divulgou seu documento “Ponte para o Futuro”, de uma agenda econômica reformista voltada para o enfrentamento do processo recessivo, formando um dos trilhos que se mostraria fundamental para que os investidores nacionais e internacionais recuperassem a confiança e participassem com mais entusiasmo dos leilões de concessões. Também ocorreram demonstrações inequívocas de uma sólida base congressual manejada pelo governo com maquiavélica habilidade, alternando gratificações e punições, o que lhe permitiu estabilidade política e a aprovação de parte significativa dessa agenda econômica. Dito de outra forma, os agentes econômicos entenderam que o governo contava com baixa estima da opinião pública, de outro, uma vez mantido o controle de uma maioria relativamente estável no congresso, também era verdadeiro que ele poderia aprovar uma agenda modernizadora.

JC – Politicamente o que isso significa?

LAVAREDA – Uma vez trazida ao debate público essa inconclusa agenda de reformas, não se imagine que nas eleições do ano que vem ela possa desaparecer por passe de mágica. As campanhas deverão conviver com esse debate. Esquerda, centro e direita precisarão se posicionar. Não apenas com a postura simplista do “a favor” ou “contra”. A eleição de 2018 deve ter um debate mais racional do que as últimas eleições presidenciais. Muito provavelmente vai ser necessário os candidatos não só desenvolverem as suas propostas, os seus planos de ação, mas explicar como virão os recursos necessários para o desenvolvimento dessas ações. Será necessário discutir a necessidade ou não das reformas. Alguns tentarão o caminho mais fácil e demagógico de afirmar que com o suposto fim da corrupção, o dinheiro poupado será suficiente para mudar o País. Mas isso não se sustentará, porque está longe da verdade.

JC – Na história recente do País quais foram os presidentes mais impopulares cujas gestões foram marcadas pelo crescimento da economia?

LAVAREDA – Para uma sociedade basicamente pobre como a nossa, o crescimento econômico é algo dramaticamente imperioso. Um processo recessivo que nos faz encolher 7% , 8%, tem consequências devastadoras. O governo Sarney, que sucedeu a ditadura, apesar de conviver no seu final com elevada impopularidade (apenas 7 % de ótimo e bom contra 60% de ruim e péssimo) contava com um bom desempenho da economia que na média cresceu mais de 4% ao ano no seu mandato. Outro exemplo é o de Itamar Franco, que também chegou ao poder pelo impeachment do antecessor. Ele começou com baixa popularidade em 1994, ano que terminou com a eleição do seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, consagrando seu governo. Desde o ano anterior estava em marcha o Plano Real que mudaria de uma vez por toda nossa macroeconomia. Mas o reconhecimento da opinião pública demoraria a chegar. Em janeiro daquele ano, Itamar obtinha de ótimo e bom apenas 12%, segundo o Ibope.

JC – E Temer foi o mais impopular depois da redemocratização?

LAVAREDA – Se fizermos uma leitura estrita dos números, a resposta é sim. Se ampliarmos o raciocínio para tentar entender por que não vemos grandes manifestações contra ele nas ruas, talvez tenhamos que reconhecer a existência de uma parcela algo maior que esses 6% que o avaliaram de forma positiva na última pesquisa CNI/Ibope com que talvez ele conte.

JC – E por que não vemos grandes manifestações contra o governo dele nas ruas
já que a popularidade é tão baixa?

LAVAREDA – As pessoas sabem que não podem ter o “governo ideal”. Mas o certo é que continuará intrigando os analistas o fato de um governante com tão baixa popularidade não ser alvo de grandes manifestações de repulsa. Talvez a falta de alternativas explique isso. Talvez o desejo de escapar a novos traumas, como outro impeachment, também.

JC – Por que não há uma renovação dos quadros políticos?

LAVAREDA – O sistema eleitoral nosso é muito ruim. O sistema eleitoral parlamentar que estabelece as regras para fazer a escolha dos vereadores, deputados estaduais e federais é um sistema proporcional de lista aberta que faz do processo uma competição muito cara.

JC – Mas o que a gente vê é muitos políticos colocando os seus filhos na sua
sucessão…

LAVAREDA – Os filhos seguem os pais em muitas profissões. E isso não é um problema grande. O problema é a qualidade dos nossos parlamentares brasileiros que, cada vez mais, são aqueles que foram como candidatos capazes de amealhar uma soma maior de recursos, para disputar as eleições mais caras. Com isso, vai diminuindo o número daqueles parlamentares que têm de fato um conteúdo político, mas não são capazes de obterem grandes somas de recursos gastos nas suas respectivas campanhas.

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Professora titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas, a cientista política Rachel Meneguello foi a convidada do Ponto a Ponto do último sábado (16), transmitido pela BandNewsTV. O programa é comandado pela jornalista Mônica Bergamo e do sociólogo Antonio Lavareda. 

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Antonio Lavareda na IstoÉ

Por Octávio Costa – Brasil Confidencial (IstoÉ)

Toma lá dá cá
ANTONIO LAVAREDA, CIENTISTA POLÍTICO

Qual é o cenário para a eleição presidencial em 2018?
Um número maior de candidaturas competitivas. Algo entre o que ocorreu em 1989 e o que teve lugar em 2002, os dois momentos de maior fracionamento na oferta de candidatos.

A Lava Jato terá peso na escolha do eleitor?
Lógico. Já teve à medida que excluiu pré-candidatos da competição. Mas será importante evitar a excessiva judicialização da campanha.

Temer tem condição de se recuperar nas pesquisas?
A imagem de Temer foi envelopada pelo noticiário negativo desde a gravação do Jaburu, em contraste com o êxito na economia. Mas o retorno do emprego poderá ampliar sua aprovação.

 

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IPESPE debate Eleições 2018 no Recife

                            

A um ano das Eleições 2018, o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas promove a terceira edição do “Seminários IPESPE” no dia 31 de outubro, das 14h30 às 16h, no auditório do Empresarial Cervantes (Praça Dr. Fernando Figueira, 30, Ilha do Leite – Recife/PE). O tema do debate, que será aberto ao público, é “Eleições 2018: Um Ano à frente”.

O palestrante será o presidente do conselho científico do Ipespe e do Neurolab Brasil, Antonio Lavareda. Doutor em Ciência Política (IUPERJ), Lavareda é professor colaborador da Pós-Graduação em Ciência Política da UFPE. É autor, entre outros, de Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais e Democracia nas Urnas.

O debate ficará a cargo de Juliano Domingues, doutor em Ciência Política (UFPE), professor da Unicap, foi visiting scholar no Ray C. Bliss Institute of Applied Politics (Universidade de Akron, Ohio, EUA). Atualmente, desenvolve pesquisa de pós-doutorado vinculado ao Centro de Estudos Avançados em Democracia Digital da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Já a moderação ficará com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPE, Ernani Carvalho.

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