XP/Ipespe: Datena e Russomanno lideram intenções de voto para a prefeitura de São Paulo

Contudo, vale destacar que, na pesquisa espontânea, a esmagadora maioria dos entrevistados não apontou um candidato.

Lara Rizério Para Infomoney

SÃO PAULO – Faltando um ano para as eleições municipais de 2020, a XP Investimentos, em parceria com a Ipespe, divulgou no último fim de semana pesquisa sobre a disputa eleitoral para a prefeitura de São Paulo.

No cenário de intenção de votos estimulada, o nome do apresentador de TV José Luiz Datena (sem partido) desponta na liderança com 22% das intenções de voto, apesar de tecnicamente empatado com o deputado federal Celso Russomano (Republicanos) (19%).

Em seguida, aparece a ex-prefeita paulistana e ex-senadora Marta Suplicy (sem partido), com 11% das intenções de voto. Já o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB) tem 10% das intenções de voto e a deputada do PSL, Joice Hasselmann tem 7%.

As entrevistas foram realizadas com 1000 eleitores do município de São Paulo entre 30 de setembro e 2 de outubro de 2019. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais, para mais ou pera menos. Confira a pesquisa completa clicando aqui. 

Nesta rodada, também foi avaliado o potencial de voto dos principais pré-candidatos. Somando a quantidade de pessoas que “poderiam votar” no possível candidato, Datena se sai melhor, com 52%, ante 43% de rejeição, enquanto possui baixo desconhecimento (5%). Russomanno tem a segunda melhor marca em potencial de voto (48%), enquanto Márcio França (44%) e Marta Suplicy  (43%) ficam praticamente empatados nesse quesito.

Bruno Covas e Joice Hasselmann aparecem com 36% e 25% de potencial de votos. Os maiores índices de desconhecimento entre os pré candidatos foram registrados para Cláudio Lottenberg (sem partido) (63%), Andrea Matarazzo (PSD) (56%) e Tabata (PDT) (48%).

Contudo, vale destacar que o ambiente eleitoral ainda se aponta como muito incerto. Na pesquisa espontânea, em que não é apontada para os entrevistados uma lista com nomes de possíveis candidatos, 56% não souberam ou não responderam em quem votar, enquanto 33% apontaram branco/nulo ou ninguém. Covas aparece com 3%, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) possui 2% dos votos e “outros” aparecem com 2%. Empatados com 1%, estão Marta, Joice, Russomanno, Datena e Márcio França.

A corrida eleitoral do próximo ano é apontada como uma amostra do embate de forças políticas esperado para o cenário nacional em 2022. Nesta primeira rodada, 67% dos eleitores entrevistados avaliaram como muito importante a escolha do prefeito da
cidade de São Paulo. 16% apontam que a disputa não terá importância, 13% veem alguma importância e 3% não sabe ou não responderam.

Os entrevistados também foram perguntados sobre a importância do apoio de figuras políticas estaduais e nacionais aos candidatos. Para 46% dos eleitores, o apoio do governador de São Paulo João Dória (PSDB) não será relevante na hora de escolher em quem votar para prefeito; já 20% apontam que seu apoio poderá aumentar a vontade de votar no candidato e 32% avaliam que poderá diminuir.

Enquanto isso, 29% afirmam que o endosso do presidente Jair Bolsonaro pode aumentar a vontade de votar no candidato, 32% acreditam que poderá diminuir e 42% avaliam que o apoio não será importante.

Bolsonaro tem 58% dos votos válidos e mantém vantagem de 16 pontos sobre Haddad, mostra XP/Ipespe

Pesquisa reforça favoritismo de Bolsonaro para a eleição presidencial a dois dias do segundo turno; Haddad depende de virada inédita para vencer a disputa

Infomoney

Bolsonaro (PSL) mantém inalterada a vantagem que tinha há uma semana sobre o exprefeito paulistano Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial. Segundo pesquisa XP/Ipespe realizada nos dias 23 e 24 de outubro, o militar reformado tem 58% dos votos válidos, contra 42% do petista. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-08283/2018 e tem margem máxima de erro de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Os números são os mesmos da pesquisa divulgada pelo instituto na última sexta-feira (19), o que reforça o favoritismo do parlamentar para o próximo domingo (28), já que seu adversário teria que reduzir a distância diariamente em mais de 8 pontos percentuais para virar o jogo, movimento inédito nesta corrida presidencial. Considerando o total de votos válidos no primeiro turno da eleição, Haddad precisaria "converter" mais de 8,5 milhões de eleitores – o equivalente aos votos válidos do Rio de Janeiro no último 7 de outubro – em apenas dois dias e sem horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. A atual vantagem de Bolsonaro é a mesma de quando essa simulação de segundo turno começou a ser feita pela pesquisa XP/Ipespe, em meados de julho. Naquela época, Haddad era apenas um nome cotado para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso após condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na disputa e era desconhecido por 27% do eleitorado. Hoje 10% dizem não conhecê-lo sucientemente, o que, somado à falta de tempo, diculta ainda mais qualquer poder de reação. O gráco abaixo mostra a evolução do quadro de julho pra cá:

1) Cenário de segundo turno em votos válidos (desconsiderando brancos, nulos e indecisos)

O maior salto de Haddad nesta corrida eleitoral foi vericado uma semana após a conrmação de sua candidatura no lugar de Lula, em meados de setembro. Naquela situação, o ex-prefeito subiu 7,6 pontos percentuais em votos válidos no cenário de primeiro turno em um intervalo de uma semana, e foi alçado à segunda posição na disputa. Na semana seguinte, em 26 de setembro, houve outro salto de 5,2 p.p. em votos válidos. Desta vez, o petista precisa crescer em 48 horas mais do que a soma daquele período, missão ainda mais complexa quando se nota que Haddad conta com índice de rejeição 11 p.p. superior ao de seu adversário (47% a 36%) e, nos dados por segmentação, lidera somente entre os eleitores menos escolarizados, mais pobres e do Nordeste. Em outras regiões, como Sul e Centro-oeste, o ex-prefeito paulistano chega a ter menos da metade do percentual de votos de Bolsonaro. Considerando o quadro geral em votos totais, a última pesquisa XP/Ipespe mostra Bolsonaro com apoio de 51% dos eleitores, ao passo que Haddad conta com 37%. Votos em branco, nulos e eleitores indecisos somam 12%. A atual diferença é apenas 1 ponto percentual menor do que a maior já registrada no levantamento, há duas semanas. Em nenhum momento da disputa o petista liderou por diferença superior à margem de erro.

Neste momento, a contagem por votos totais também traz informações relevantes sobre a disputa eleitoral, já que mostra o contingente de eleitores que não apoiam nenhum dos candidatos e que poderiam fazer a diferença se convencidos a escolher alguém, e permite comparações com as intenções de voto em cada um. No caso de uma disputa tão polarizada, uma das estratégias possíveis ao candidato que aparece atrás nas pesquisas é tentar avançar sobre este grupo. Contudo, os resultados da pesquisa indicam que tal movimento, mesmo se exitoso, teria efeitos limitados, dada a comparação entre o atual patamar desta faixa do eleitorado e o histórico de pleitos anteriores. Ou seja, para reverter o quadro atual Haddad teria que roubar votos do próprio Bolsonaro. O gráco abaixo mostra a evolução da disputa em votos totais: 2) Cenário de segundo turno em votos totais (incluindo brancos, nulos e indecisos)

Apesar da inalteração no quadro geral, a nova pesquisa mostrou uma oscilação positiva no percentual de eleitores que dizem não votar em Bolsonaro de jeito nenhum. Em uma semana, tal grupo foi de 34% para 36% do eleitorado em uma semana. Mesmo assim, ele é 23 p.p. menor do que o percentual registrado três semanas antes. No caso de Haddad, observou-se uma queda de 52% na última pesquisa para atuais 47%. Este é o índice mais baixo do petista na série histórica, mas ainda é 11 p.p. superior ao de seu adversário. Movimentações também foram vistas no quadro por segmentação. Neste caso, chama atenção o fato de Bolsonaro ter alcançado 34% dos votos totais no Nordeste, 18 p.p. atrás de seu adversário. É a melhor pontuação do deputado na região – a única em que ele hoje perde. No Sudeste, sua vantagem é de 23 p.p. O militar reformado também aparece numericamente atrás os eleitores que não concluíram o Ensino Fundamental (45% a 41%). A diferença congura empate técnico neste recorte. Na semana passada, a vantagem de Haddad entre esses eleitores era de 11 p.p. Entre eleitores das classes D e E (com renda familiar mensal inferior a dois salários mínimos), a vantagem também é do petista, mas por diferença dentro da margem de erro: 44% a 41%. Entre os desempregados, os dois aparecem com 44% dos votos válidos. O eleitorado feminino também mostra uma disputa mais apertada, com Bolsonaro numericamente à frente por 46% a 42%, diferença dentro do limite da margem de erro da pesquisa. Nas demais faixas do eleitorado, o deputado leva vantagem. As maiores diferenças são vistas nas regiões Sul (62% a 28%) e Centro-oeste (68% a 26%); entre os homens (57% a 33%); com Ensino Médio (57% a 32%); e de classe C, com renda familiar mensal entre 2 e 5 salários mínimos (61% a 30%). Mais detalhes estão no quadro comparativo abaixo: