Programa Ponto a Ponto discute sobre o Poder Judiciário

 

Muito tem se falado sobre a confiança nas instituições brasileiras. E com base nisso, ajornalista Mônica Bergamo e o sociólogo Antonio Lavareda recebem no Programa Ponto a Ponto deste sábado (9), a cientista política Teresa Sadek para discutir sobreo “Judiciário e Política”. O semanal vai ao ar à 0h, na BandNewsTV .

De acordo com a pesquisa CNT-MDA realizada no ano passado, 55,7% dos entrevistados julgam como ruim ou péssima a atuação da justiça no Brasil. E apenas 8,8% avaliam como ótima ou boa.

Já sobre a confiança no Poder Judiciário, no que diz respeito aos juízes e desembargadores, 48% da população dizem confiar muito. Outros 31% se mostram sem confiança nessa instituição. Foi o que apontou a pesquisa da Datafolha, de junho de 2018. O programa Ponto a Ponto ganha reprise no domingo (10), às 17h30.

 

8 de março de 2019 Robson Sampaio Destaque

 

Programa “Ponto a Ponto” discutirá a reforma previdenciária

O programa “Ponto a Ponto” da BandNwes, deste final de semana, ancorado pelajornalista Mônica Bergamo e o sociólogo Antonio Lavareda, vai entrevistar o professor doDepartamento de Economia da Universidade de São Paulo, Hélio Zylberstajn.

O programa vai ao ar a 0h, na BandNewsTV e ganha reprise no domingo (10), às 17h30.

Segundo a pesquisa XP Investimentos-Ipespe, realizada entre 9 e 11 de janeiro, 71% da população acha que a Reforma da Previdência é necessária. Já 22% dos entrevistados responderam que não.

Outro ponto também abordado foi a opinião sobre a Reforma da Previdência para os militares. 50% das pessoas entrevistadas são a favor da inclusão e dizem que eles devem ter as mesmas regras dos demais trabalhadores. Outros 16% também se mostraram a favor, mas acham que os militares devem ter regras especiais.

Já sobre a expectativa da aprovação da Reforma da Previdência no Congresso, com alteração constitucional, 50% diz que provavelmente ocorrerá.

 

                                                                                                           08/02/2019 por Inaldo Sampaio

Renovação de bancadas no Congresso chega até a 90%

Nos extremos, Mato Grosso reelegeu apenas um deputado federal enquanto o Piauí manteve o governador e 8 dos 12 parlamentares do Estado

A mensagem foi de mudança, mas o grau de insatisfação dos eleitores com a classe política nacional variou bastante na última eleição de acordo com o local de votação. Diante da urna, o desânimo gerado por repetidos casos de corrupção, falta de representatividade e má qualidade dos serviços públicos levaram a taxas opostas de renovação (ou trocas) no Congresso. Mato Grosso e Piauí estão nos extremos desse ranking. Em fevereiro, o berço do agronegócio vai trocar quase todos os seus parlamentares – nove de dez –, enquanto o Estado nordestino vai manter oito de 12 congressistas.

As diferenças entre os dois Estados ultrapassam o poder Legislativo. No Piauí, não só a maioria dos parlamentares permanecerão em suas cadeiras como o governador também foi reeleito, e em primeiro turno. No cargo pela quarta vez, Wellington Dias (PT) é um exemplo da resistência ao desgaste da classe política que atingiu seu ápice nas eleições passadas.

Já o Mato Grosso pode ser considerado o oposto: reelegeu apenas um deputado. O governador também foi trocado – Pedro Taques (PSDB) tentou a reeleição, mas foi derrotado no primeiro turno por Mauro Mendes, do DEM – assim como os dois senadores.

Levantamento feito pelo Estado com todas as 27 bancadas na Câmara e no Senado mostra que apenas seis Estados trocaram menos da metade de seus congressistas em outubro – levando-se em conta apenas os cargos que estavam em disputa. São eles: Piauí, Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. Os demais alcançaram 50% ou mais de taxa de renovação em outubro.

O cientista político Antonio Lavareda classifica as altas taxas de renovação ou troca (os eleitos podem já ter ocupado os mesmos cargos antes ou ter parentesco com os atuais) como resultado da “ruptura do sistema político eleitoral” pela qual passou oPaís. “Essa quebra não ocorreu apenas na disputa presidencial, com o PSDB forada polarização com o PT, mas também nos pleitos locais. O Nordeste só renovou menos porque o pêndulo lá não se deslocou em função da manutenção da esquerdano poder”, disse.

A análise por região citada por Lavareda comprova que o discurso contra a velha política ‘pegou menos’ entre os eleitores do Nordeste. Mas para o analista Carlos Melo, cientista político e professor do Insper, esse resultado não se explica simplesmente pela força no PT, mas pelo o que ele chama de lógica local. “Não sepode desprezar esse fator. Diversos governos foram reeleitos porque tinham uma boa avaliação. E governos bons influenciam as eleições parlamentares”, afirma.

A hegemonia de Wellington Dias no Piauí está intimamente ligada à ascensão do PT ao governo federal e a implementação de programas assistenciais. A cidade de Guaribas – então considerada a mais pobre do País, localizada no centro sul do Estado – foi escolhida para ser a pioneira do Bolsa Família, em 2003. Passados 16 anos quase 98% dos eleitores da cidade votaram em Fernando Haddad (PT) para o Planalto.

As oportunidades criadas para os mais pobres são apontadas pela auxiliar administrativa Clareana Borges, de 24 anos, como os principais fatores para que ela votasse, pela segunda vez seguida, em Wellington Dias para governador e em Rejane Dias para deputada federal. “Hoje as pessoas, especialmente as do interior, têm

mais qualidade de vida. Na minha cidade, as pessoas têm oportunidades que antesnão existiam para elas”, disse Clareana, natural de São João do Piauí, no sertão doEstado.

Estados manchados por escândalos de corrupção têm índice de renovação maior.

Quando a política local decepciona as trocas parlamentares aumentam. Estados manchados por escândalos de corrupção, como Rio – onde os dois últimos governadores estão presos –, Roraima, Minas Gerais e Amazonas registraram alguns dos maiores índices. No recordista de trocas, Mato Grosso, somente o deputado Carlos Bezerra (MDB) conseguiu se reeleger. Apesar disso, viu sua votação cair de 95.739 para 59.155 votos.

“Foi uma eleição maléfica para o Congresso Nacional”, afirmou Bezerra, que também já foi deputado estadual, prefeito de Rondonópolis (3a maior cidade doEstado) por duas vezes, governador e também senador. “Perdemos bons quadros.” Para ele, a “onda” de renovação é passageira e as eleições de 2018 podem ser comparadas a uma enchente que tira o leito do rio do lugar, mas depois que seca, ele volta ao seu lugar.

Bezerra vai ter companhia conhecida, como a do filho do prefeito de Teresina, Emanuelzinho Pinheiro (PTB), eleito para seu primeiro mandato na Câmara aos 23 anos. José Medeiro (PSD) também é figura conhecida – a diferença é que neste ano ele só vai trocar o mandato de senador pelo de deputado.

Juntos, os Estados do centro-oeste não renovaram os mandatos de 75% dos congressistas. A região, cuja economia é baseada no agronegócio, alavancou a onda de direita que elegeu não só o presidente Jair Bolsonaro, mas 12 governadores alinhados a ele. “O eleitor brasileiro vota de acordo com a sua realidade. Busca uma proposta que possa melhorar a sua vida. Isso do Mato Grosso ao Piauí”, resumeMelo.

Rio é o que mais ‘endireitou’ no novo Congresso.

Com seus dois últimos governadores presos, o Rio de Janeiro foi o Estado que mais“endireitou” no Congresso. A partir de fevereiro, 15 cadeiras que antes pertenciam a12 parlamentares de centro e 3 de esquerda passarão a ser ocupadas por deputados e senadores de direita.

Essa tendência foi mais forte no Sudeste, com São Paulo e Minas Gerais seguindo o Rio na liderança, mas também pode ser percebida em boa parte das bancadas estaduais das duas Casas. Ao todo, Câmara e Senado ganharão 61 novos parlamentares de direita à medida que o centro perdeu 48 cadeiras e a esquerda, 13.

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Deputado reeleito, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) teve a maior votação da história: 1,8 milhão de votos Foto: Dida Sampaio/ Estadão

A legenda mais beneficiada nesse processo foi o PSL do presidente Jair Bolsonaro, que saltou de 1 deputado eleito em 2014 para 52, além de 4 senadores em 2018, distribuídos por 18 Estados. Só na bancada carioca da Câmara, a sigla terá 12 deputados. Além disso, o partido também elegeu os dois deputados mais votados: Eduardo Bolsonaro (RJ) – que com 1.843.735 votos se tornou o deputado mais votado da história – e Joice Hasselmann(SP), com 1.078.666 votos.

Na contramão da onda ‘direitista’, quatro estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Maranhão e Sergipe –, além do Amapá, tiveram uma diminuição de seus parlamentares de direita. O Ceará – reduto eleitoral de Ciro Gomes (PDT) – foi o local que teve mais ganhos para esquerda, com um aumento de 4 cadeiras. O Estado foi o único em que o pedetista venceu no primeiro turno da eleição presidencial.

Adriana Ferraz e Ana Beatriz Assam, O Estado de S.Paulo, 13 Janeiro 2019. COLABORARAM FÁTIMA LESSA E THAÍS ARAÚJO.

 

Programa 20 minutos: Bivar diz que governo Bolsonaro vai ‘focar tudo’ na reforma da Previdência

 

O deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL,partido de Jair Bolsonaro, afirmou que a sigla vai “focar tudo” na reforma daPrevidência. O pernambucano foi entrevistado pelo cientista político Antonio Lavareda no programa 20 Minutos, exibido na TV Jornal neste sábado (22).

Segundo Bivar, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, está “muito imbuído desse propósito”. “Agente vai focar tudo nessa reforma da Previdência”, disse. “Não pode ter mais dinheiro saindo do que entrando, é preciso inverter essa lógica previdenciária”.

Questionado se a votação da reforma será apresentada à Câmara dosDeputados para ser votada por completo ou em partes, afirmou: “se tivermosnessa lua de mel boa, a certeza e garantia do apoio do parlamento, a gente vota de uma vez só. Se não, vamos fazer por etapa. Há essas duas opçõesque ainda não foram definidas”.

Presidência da Câmara

Bivar não desconsiderou a possibilidade de o PSL lançar um nome para a presidência da Câmara, mas afirmou que serão analisados os projetos doscandidatos já postos. “Se algum desses candidatos à presidência tiver musculatura suficiente, nós iremos apoiar. Há uma corrente que afirma que o PSL deve ter seu candidato, estamos aguardando para saber se algumdesses candidatos percorre esse caminho”, disse.

O PSL é hoje o segundo maior partido da Casa, com 52 deputados. Apesar disso, considera-se que o ideal é que o presidente da Câmara não seja do partido para viabilizar mais espaço para aliados e conseguir mais apoio no Legislativo.

Hoje, a disputa pela Câmara tem cinco nomes postos, além do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ): João Campos (PRB-GO), JHC (PSB- AL), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP) e Fábio Ramalho (MDB-MG).

João Campos seria o candidato preferido do grupo de Bolsonaro.

Evento reúne profissionais do marketing politico  em Brasília – Antonio Lavareda é um dos palestrantes

O Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político organiza  um grande evento para os  dias 12 e 13 próximo: O 1º Seminário de Estratégia, Comunicação e Democracia, no Hotel Kubitschek Plaza ,   em Brasília. A iniciativa conta  com  experientes  nomes do mercado  para dialogar sobre as eleições (e lições) de 2018 . Os temas a serem debatidos abordam também a importância das instituições e dos profissionais de marketing político no fortalecimento da Democracia brasileira.

O cientista político e presidente do Conselho do Ipespe, Antonio Lavareda, um dos palestrantes convidados, falará no encontro, dia 12,  das 9h30 às 11h, em painel que tratará das Eleições 2018: uma análise de conjuntura de país, candidatos e eleitorado”, .

Outros temas movimentarão o seminário como A Importância Popular no Processo Democrático; Fake News e a Onda das Campanhas Negativas no Brasil; A Campanha Eleitoral para presidente da República de 2018.

CAMP 27/11/2018