Na Europa

Depois de Nova Iorque, Antonio Lavareda e Helcimara Telles lançam o livro A Lógica das Eleições Municipais no Conselho Europeu de Pesquisas Sociais da América Latina, na Universidade de Salamanca, Espanha. Será no dia 29.

                Jornal do Commercio (Coluna Dia a Dia) – 22/06/2016

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Lavareda acredita que Temer está certo ao priorizar a economia

Antonio Lavareda e Helcimara Telles lançam hoje “A lógica das eleições municipais” em Nova York

Gaudêncio Torquato analisa o primeiro mês de Temer

O consultor político Gaudêncio Torquato foi o entrevistado do Ponto a Ponto deste sábado (18), à meia-noite, na Band News. A entrevista foi entrecortada pela jornalista Mônica Bergamo e o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda.

De acordo com o cientista político Antonio Lavareda, a “Lava Jato tem feito bem para o processo de desvendamento dos subterrâneos do sistema político brasileiro”.

A reprise do programa acontece neste domingo (19), às 17h30; e na sexta (24), 3h, mas você pode assistir aqui no blog:

Blog do Magno Martins – 19/06/2016

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Como ‘delação-bomba’ pode atingir o governo Temer

Lavareda acredita que Temer está no caminho certo ao priorizar a economia

Lavareda acredita que Temer está certo ao priorizar a economia

Cientista político faz uma avaliação positiva do governo interino e diz que se Michel Temer alcançar aprovação superior a 30% pode disputar reeleição

Lavareda acredita que Temer está no caminho certo ao priorizar economia / Diego Nigro/JC Imagem

Diego Nigro/JC Imagem

Lavareda acredita que Temer está no caminho certo ao priorizar economia


Em entrevista ao JC, o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, com vasta experiência em estratégia de comunicação para políticos e governos, avalia o quadro atual da política brasileira, arriscando um palpite. Para ele, apesar das novas denúncias contra membros do governo Temer, inclusive envolvendo o próprio presidente interino, não devem trazer desdobramentos que possam inviabilizá-lo. Ao priorizar o ajuste econômico, o peemedebista estaria no caminho certo na opinião de Lavareda e, se conseguir com isso uma avaliação positiva acima de 30% poderá disputar com chance uma reeleição em segundo turno. Dilma não se livraria do impeachment e Lula também provavelmente não venceria as eleições presidenciais de 2018.

 JC – O governo do presidente interino está mais complicado, com as citações de Sérgio Machado. Como o senhor avalia as delações que derrubaram mais um ministro (Henrique Eduardo Alves) e citam o próprio Michel Temer?

ANTÔNIO LAVAREDA – Elas aqueceram a crise política, mas não trazem a crise para novo patamar. Caiu mais um ministro, tal como outros dois tinham sido afastados, voluntariamente, inclusive. O presidente se dirigiu à Nação e reconheceu o embaraço para o governo. Os jornalistas, de forma mais fria, já avaliam que, se ainda verdadeira fosse, a denúncia concerne ao mandato anterior. Não poderia, então, ensejar um processo de impeachment. Não há desdobramento com impacto institucional.

JC – O senhor acha que a população compreende que as acusações são referentes a um outro momento? Temer soma impopularidade.

LAVAREDA – A opinião pública constitui um vetor importante da legitimidade desse novo governo. Quando digo que isso aquece a crise política, estou dizendo que retarda o processo de legitimação, na sociedade, do novo governo. Quero lembrar que a última pesquisa CNT/MDA perguntou às pessoas sobre o desempenho pessoal do presidente Temer. Em fevereiro, Dilma tinha 22% de aprovação; agora, 34% dizem que aprovam Temer. A mídia tem lançado luz sobre os 11% de ótimo e bom do seu governo e esquecido que ele aparece com um terço de aprovação no desempenho pessoal. Em fevereiro, 74% desaprovavam Dilma. Em relação a Temer, cai para 40%. É óbvio que Temer precisa avançar, mas não é alguém com situação tão terrível. Os 34% são um crédito de confiança na figura do presidente.

JC – Se confirmado o impeachment de Dilma, como o governo Temer alcançaria a aprovação?

LAVAREDA – Eu acho remota a hipótese de o Senado restituir o poder a Dilma. Estimo que 58 senadores serão favoráveis ao impeachment. Outros acham que haverá percalços por conta da Lava Jato e o governo Temer será interrompido em algum momento. A Lava Jato está para o governo Temer como o túnel escuro está para um trem fantasma. Ele acertou na escolha do vagão sobre o qual assentou o governo, que é o do esforço para administrar a economia e apresentar resultados. A pesquisa CNT/MDA mostra que, de certa forma, ele estava certo. Em relação às principais ações desse governo, 97% das menções das pessoas são relativas à economia, sendo 57% delas geração de emprego; 25% melhorar o resultado da economia, e 15% redução dos gastos do governo. Até recentemente, o tema do topo das pesquisas era a saúde, que aparece agora com 41%. E o combate à corrupção, que chegou a liderar o ranking, está em terceiro lugar, com 31%.

JC – A economia depende do cenário político. Dará tempo ao governo Temer realizar o que pretende?

LAVAREDA – Em alguns momentos, é a economia que influencia a política. Se não houvesse crise econômica, Dilma estaria lá (na Presidência), com ou sem Lava Jato. À medida em que avance a percepção de que o País está no rumo certo e a economia começou a produzir resultados, o nível de legitimidade na opinião pública do presidente, com rebatimento no mundo político, no Congresso e instituições, avança.

JC – Vamos dizer que a Lava Jato não interfira no governo, mas medidas anunciadas por Temer são impopulares e polêmicas. O senhor acredita que ele conseguiria alcançar um nível bom de popularidade?

LAVAREDA – Vai ser um erro se esse governo fizer com que os mais pobres paguem as contas do ajuste. O Brasil usa apenas 16,9% dos gastos públicos com a população mais pobre. Mexer em programa como Bolsa Família, educação e saúde básicas são apostas infelizes. Não significa que os programas não mereçam ser avaliados.

JC – Como vai votar em 2018 o público que elegeu Dilma ? 

LAVAREDA – É impossível imaginar quem estará no hipotético segundo turno de 2018. Se Michel Temer conseguir fazer um governo com mais de 30% de avaliação positiva, ele é candidato à reeleição e muito provavelmente estará no segundo turno. É o máximo de previsão. O candidato do PSDB na eleição passada (Aécio Neves) já foi citado três vezes na Lava Jato e a rejeição a ele cresceu. Em fevereiro, Aécio tinha 41% e Lula, 28%. Em junho, Aécio tem 34% e Lula, 30%, ou seja, empate técnico. Fazer previsão agora é excessiva futurologia. Quanto ao ex-presidente Lula, eu posso dizer que dificilmente ganhará eleição em 2018. Na pesquisa Ibope de fevereiro, 61% dos brasileiros dizem que não votariam nele de jeito algum. Na CNT/MDA, 72% dizem que Lula é responsável pelos fatos denunciados na Lava Jato. O maior problema eleitoral de Lula foi ter bancado Dilma.

JC – Quem teria chance na próxima eleição? Seria uma pessoa nova?

LAVAREDA – Em outro momento de crise de representação, em 1989, todos os caciques foram varridos. No segundo turno, havia Fernando Collor e Lula. Alguma coisa pode ocorrer em 2018? Por que eu não posso dizer nada sobre isso? Quem podia imaginar que em 1998 Lula e FHC disputariam o segundo turno? Em 1992, quem podia imaginar que Fernando Henrique seria presidente da República dois anos depois, se ele tinha dificuldade de se eleger como deputado federal? Em 2000, todo mundo sabia que Lula era candidato. Embora tivesse desempenho razoável, mas quem sabia que seria eleito em 2002 com aquela montanha de votos? Em 2008, no início, ninguém sabia que Dilma era a candidata do presidente Lula para 2010.

JC – Qual a situação de Marina Silva nesse cenário?

LAVAREDA – Outro dia eu disse que Marina parece aqueles jogadores de futebol que atuam sem se mexer. Ela fica preservando o seu patrimônio eleitoral, que não é pequeno. Marina continua uma pessoa diferente, que vai ter papel importante. Se houvesse eleições em 2016, cuja exequibilidade é zero, seria fortíssima. Em 2018 dará Marina? Não sei.

JC – Qual o risco de, na eleição de 2018, um candidato populista vencer? De haver um novo Fernando Collor?

LAVAREDA – A sociedade tem um aprendizado coletivo. Depois de 2014, o Brasil será reticente com proposta de campanha. Aprendeu a dura força com Dilma de que proposta de campanha não se subscreve. A imprensa brasileira jamais tratará um candidato como tratou Collor em 1989. Ele foi viabilizado pela mídia, despertou encanto disparado, até porque a elite tinha medo de (Leonel) Brizola. Quanto mais turvo o quadro, de imprevisibilidade e em situações críticas (protestos), quando o tecido social está mais revolto, fica mais propenso à emergência do novo. E o novo chega como fator surpreendente. Erundina se elegeu assim em São Paulo em 1988.

JC – Esse novo será mais de esquerda ou liberal?

LAVAREDA – Olhe o que está ocorrendo na América Latina. Teve a emergência de governos de esquerda e centro-esquerda, populismo de esquerda em alguns países, caso da Venezuela, Bolívia e Equador. Finda essa fase, o pêndulo se desloca à centro-direita, tendência do Brasil em 2018. A Argentina já sentiu isso. No Peru, o segundo turno foi disputado por dois candidatos de centro-direita. Não acredito muito que o populismo de direita tenha espaço no Brasil. A maioria do eleitorado brasileiro se situa ao centro, conservador para algumas coisas, progressista para outras. Em 1964, às vésperas do golpe militar, 70% dos brasileiros diziam ser favoráveis à reforma agrária e 75%, contrários à legalização do Partido Comunista. O Brasil é um dos países com maior taxa da população contrária ao aborto. Um candidato de extrema direita ou de extrema esquerda dificilmente será vitorioso.

JC – Essa tendência chegaria ao Legislativo?

LAVAREDA – Há um fortalecimento das corporacões religiosas. Dependendo das regras de financiamento das campanhas, os grupos que vão financiar a composição dos parlamentos são associações, sindicatos, igrejas, corporações de produtores do interior, do agronegócio. Vai haver cada vez mais predominância dessas corporações na disposição de cadeiras nos Legislativos.

JC – O que o senhor defende como reforma para haver uma representatividade legítima?

LAVAREDA – Não podemos perder uma oportunidade de ouro para reformas institucionais. A Lava Jato mostrou que o sistema político é financiado de forma ilegal. Na hora em que a sociedade descobre isso, tem dois caminhos. Prende os envolvidos e está tudo resolvido ou muda o sistema. Nós temos essa regra, que é muito cara, uma disputa sanguinolenta, disputa do Recife a Petrolina. Reduz em 70% os custos se adotar um sistema proporcional de lista fechada, que é o da Espanha e de Portugal, ou 70% também se adotar o sistema alemão, com sistema proporcional de lista fechada e voto distrital, que é o da Inglaterra e EUA. O voto distrital dá um choque de proximidade entre representante e representado. O voto de lista fechada dá um choque de partidarização. O partido se comporta como uma marca. Não pode ter notícia negativa contra o partido, pois todos se prejudicam. Sou favorável ao modelo alemão, que faz as duas coisas.

JC – É possível fazer uma reforma antes de 2018?

LAVAREDA – Sim, um ano antes. O Congresso tinha 8% de avaliação positiva quando Dilma só tinha 11%. Não é possível que os parlamentares não se deem conta dessa avaliação negativa.

JC – O que é o Conselho de Notáveis formado pelo Tribunal Superior Eleitoral do qual o senhor faz parte? 

LAVAREDA – O Conselho tem três subgrupos, um sobre sistema de votação, outro sobre prestação de contas e campanhas e outro sobre regras eleitorais. Qual a função dos conselheiros? Ajudar a subsidiar, dar sugestões ao TSE para que o tribunal tenha desempenho melhor no que concerne à sistemática de prestação de contas nas eleições, sistema de eleição e regras eleitorais. A minha percepção é de que as regras eleitorais vigentes em 2016 são laboratoriais. Pouca gente acredita ou tem certeza de que não vão se mostrar eficazes. Vai ser muito importante ajudar o tribunal a fazer uma reflexão sobre o impacto das medidas e ajudar o Congresso a mudar as regras eleitorais do País. A atual legislação estabeleceu redução dos custos das campanhas. De um lado diminuiu o tempo no rádio e na TV de 45 para 30 dias, mas por outro, triplicou o número de programas eleitorais, por isso não haverá impacto. Antes eram 36 programas, agora serão 60. São mais curtos, no entanto, para o custo contam mais a quantidade e a periodicidade. O trabalho de TV e rádio aumentou.

JC Online – 19/06/2016

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Antonio Lavareda no Roda Viva: O principal acerto de Temer foi a escolha da equipe econômica

Lavareda e Mônica Bérgamo entrevistam consultor político de Temer

Lavareda e Mônica Bérgamo entrevistam consultor político de Temer

O consultor político Gaudêncio Torquato foi o entrevistado do Ponto a Ponto do último sábado (17), na Band News. A entrevista é entrecortada pela jornalista Mônica Bergamo e o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda.

Consultor político de Michel Temer há quase duas décadas, Torquato analisa o primeiro mês de governo do presidente interino.

De acordo com o cientista político Antonio Lavareda, a “Lava Jato tem feito bem para o processo de desvendamento dos subterrâneos do sistema político brasileiro”.

Confira vídeo:

Blog da Folha – 19/06/2016

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Antonio Lavareda no Roda Viva: O principal acerto de Temer foi a escolha da equipe econômica

Como ‘delação-bomba’ pode atingir o governo Temer

Após acusações, ministro pede demissão: como ‘delação-bomba’ pode atingir governo

A revelação do conteúdo da delação do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado confirmou o que analistas políticos já previam: a Operação Lava Jato vai continuar como intenso foco de instabilidade mesmo após o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer ao Palácio do Planalto. Acusado de receber R$ 1,5 milhão em propinas, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves – peemedebista que já presidiu a Câmara – classificou as acusações contra ele de “levianas”, mas pediu demissão nesta quinta-feira. Até a publicação deste texto, ainda não havia uma explicação oficial sobre sua saída. Antes dele, os então ministros Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência, Fiscalização e Controle) já haviam deixado o governo na esteira das revelações de Machado – os dois pediram demissão após virem à tona gravações que sugeriam interferência na Lava Jato. As acusações do ex-executivo não param, porém, nos auxiliares do presidente interino: o próprio Michel Temer foi implicado nos depoimentos, bem como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o senador Aécio Neves (PSDB) e outros nomes importantes da política brasileira. Entenda, a seguir, as quatro possíveis implicações da delação na visão de analistas consultados pela BBC Brasil: Citado nominalmente por Machado, Temer pode ser impactado, em primeiro lugar, pela percepção da opinião pública sobre seu governo. Mas, ressalta Antonio Lavareda, professor de ciência política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), “a denúncia relativa ao presidente, que poderia ser a mais grave, é uma situação na qual ele aparece participando de uma operação de doação triangular. Recursos que não eram diretamente para ele”. A principal acusação é que Temer teria pedido a Machado recursos para a campanha do então candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo em 2012, Gabriel Chalita. O delator contou que isso teria sido resolvido por meio de uma doação eleitoral da empreiteira Queiroz Galvão, que foi registrada oficialmente, mas tinha como origem recursos ilícitos. Machado diz que Temer sabia disso, o que o presidente interino nega. Nesta quinta, em pronunciamento, o presidente interino chamou a delação de “mentirosa” e “criminosa”. Para Lavareda, o impacto da delação sobre o governo acaba limitado pelas expectativas sobre uma possível recuperação da economia. “Ao mercado, aos agentes econômicos, interessa que haja alguma estabilidade desse novo governo. Há uma percepção entre formadores de opinião de que Temer montou uma equipe econômica consistente.” Ao mesmo tempo em que a delação representa um desgaste para o governo, cientistas políticos acreditam que um impacto mais profundo ainda dependerá da eventual comprovação as acusações de Machado – principalmente aquelas contra figuras-chave, como Temer e Renan. “A delação eleva a temperatura da crise, torna mais efervescente, mas não muda seu patamar. Ela não cria um fato novo que seja desestabilizador do governo”, opina Lavareda. A acusação contra o presidente interino tem teor semelhante a denúncias que têm atingido o PT. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, por exemplo, uma ação que pede a cassação da chapa presidencial eleita em 2014 (Dilma-Temer) por ter supostamente recebido como doações legais recursos que teriam sido desviados da Petrobras. A grande dificuldade nesse tipo de acusação é comprovar que o dinheiro que saiu do caixa da empresa doadora veio de fato de propina, ou teve origem no faturamento legal da companhia. Até o ano passado – quando o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais doações de empresas a partidos e políticos – esse tipo de financiamento eleitoral era legal. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo , porém, afirmou que planilhas entregues por Machado à Lava Jato indicariam que 76% dos recursos distribuídos a políticos não eram doação eleitoral. Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Jairo Nicolau, a comprovação das acusações dependerá da colaboração de pessoas de dentro das empresas doadoras. No caso da Odebrecht, por exemplo, a ex-funcionária Maria Lúcia Tavares, fechou acordo de delação prometendo explicar como eram feitos os pagamentos. “Como distinguir o que vem de propina e o que não vem? A legislação não proibia doações de empresas. Então ele diz que Temer intermediou a doação. Isso não está errado. Disse que sabia que era recurso ilegal, então tem que demonstrar isso”, nota Nicolau, agregando que, de qualquer forma, “isso abala a credibilidade do governo”, ainda que precise ser apurado em mais detalhes. Caso eventuais desdobramentos atinjam de forma mais grave o presidente do Senado, o Planalto pode ter problemas em votações de seu interesse no Congresso, avalia Nicolau. Machado contou aos investigadores que, durante os 11 anos que presidiu a Transpetro (2003 a 2014), repassou ao menos R$ 100 milhões em propina para a cúpula do PMDB no Senado. Renan teria levado a maior parte do bolo, R$ 32 milhões – sendo R$ 8,2 milhões em doações eleitorais e R$ 24 milhões em dinheiro vivo. Em reação às acusações, Renan elevou o tom contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e disse nesta quinta que avaliará pedidos de impeachment apresentados no Senado contra ele. O chefe do Ministério Público Federal sofreu um revés no início da semana, quando o ministro do STF Teori Zavascki negou os pedidos de prisão contra Renan, o ex-presidente José Sarney e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) – o que abriu espaço para os ataques do presidente do Senado. Esses pedidos estavam baseados justamente na delação de Machado, mas Teori não viu elementos suficientes para decretar a prisão dos três peemedebistas. Segundo Renan, Janot “extrapolou” no seu pedido. “Quando as pessoas perdem o limite da Constituição, perdem também o limite do ridículo”, atacou. Um dos pontos controversos da delação de Machado é o fato de ele ter gravado Renan, Jucá e Sarney com objetivo proposital de gerar possíveis provas para sua delação – supostamente em combinação com a Procuradoria. Caso o STF considere que as gravações são “prova forjada”, elas serão consideradas ilegais. Apesar de o episódio apresentar um desgaste para Janot, Lavareda considera “impossível” que Renan de fato dê andamento ao pedido de impeachment – o procurador-geral, diz, “está blindado pelo apoio da população à Lava Jato”. A delação de Machado, ligado há décadas a PMDB e PSDB, é ampla: cita repasses para mais de 20 políticos. Entre os destaques está o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), acusado de ter arrecadado propina para financiar campanha de dezenas de deputados em 1998, com
objetivo de viabilizar sua eleição para presidente da Câmara em 2000, no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. Machado era líder do PSDB no Senado na época. Ele contou ter abastecido esse esquema com R$ 7 milhões, sendo que R$ 1 milhão ficou com Aécio. O senado nega e diz que, em 1998, “sequer se cogitava” sua candidatura à presidência da Câmara. A delação, por hora, não traz provas concretas. Além disso, o crime de corrupção passiva prescreve em 16 anos – ou seja, um delito desse tipo cometido em 1998 não poderia mais ser julgado. No entanto, o desgaste político para Aécio nesse caso acaba potencializado pelo fato de a nova acusação se somar a outras citações contra ele. O tucano já é investigado por suposto recebimento de propina desviada de Furnas (estatal do setor elétrico) e também por suspeita de atuar para “maquiar” dados enviados à chamada CPI dos Correios e esconder a relação entre o Banco Rural e o esquema conhecido como “mensalão mineiro”. Em várias ocasiões, o tucano afirmou defender as investigações e que elas provarão sua inocência. “O desgaste para Aécio decorre menos dos fatos apurados, porque até agora nada foi apurado concretamente, mas mais pela reiteração das denúncias. Pela frequência com que ele tem sido citado, é bastante desgastante, tanto que na última pesquisa da CNT/MAD (sobre intenções de voto para eleição presidencial de 2018) é o único nome que sofre um recuo expressivo”, observa Lavareda.

BBCBRASIL.com – 17/06/2016

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Antonio Lavareda no Roda Viva: O principal acerto de Temer foi a escolha da equipe econômica

Antonio Lavareda fala sobre a situação da Presidente Dilma

Antonio Lavareda no Roda Viva: O principal acerto de Temer foi a escolha da equipe econômica

Para o cientista político especializado em análises do comportamento do eleitorado, as chances de Lula voltar à Presidência em 2018 são praticamente iguais a zero.

Convidado do Roda Viva desta segunda-feira, o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, um dos mais respeitados analistas do comportamento do eleitorado, afirmou que o principal acerto do primeiro mês do governo Temer foi a escolha dos integrantes da equipe econômica. O presidente interino errou ao não incluir no ministério representantes das mulheres e dos negros, ressalvou. Mas optou pelo caminho correto ao transformar a crise econômica em alvo prioritário.

Para o entrevistado, a volta de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto é tão improvável quanto uma vitória de Lula na sucessão presidencial de 2018. Lavareda acredita que o PT vai demorar alguns anos para recuperar-se do desgaste decorrente da economia em frangalhos e das descobertas da Operação Lava Jato.

 Segundo o sociólogo pernambucano, os bons resultados obtidos pela Lava Jato tornaram ainda mais urgente a reforma política, que deveria começar por mudanças profundas no sistema utilizado nas eleições parlamentares. Lavareda defende, entre outras medidas, a adoção da cláusula de barreira, que reduziria o número de partidos, e o fim das coligações nas eleições proporcionais.

roda viva

Antonio Lavareda no programa Roda Viva de 13/06/2016

“A consequência do atual sistema só pode ser o Parlamento que temos aí”, disse. “Um Congresso fragmentado, que dificulta a governabilidade e facilita a corrupção”. Ele ressaltou que apenas 13% dos brasileiros se sentem representados pelo Congresso: “Isso prova que a sociedade não acha que a democracia vai bem”.

A bancada de entrevistadores reuniu Maristela Basso, professora de direito internacional da USP, Roberto Quiroga, advogado, e os jornalistas Pedro Dias Leite (VEJA), Cesar Felício (Valor) e José Nêumanne, editorialista do Estadão e comentarista da TV Gazeta e da Rádio Estadão. Com desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso, o programa foi transmitido ao vivo pela TV Cultura.

Veja.com.br, Coluna do Augusto Nunes – 15/06/2016

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Entrevista completa de Antonio Lavareda no programa Roda Viva

Antonio Lavareda cita conselho consultivo durante entrevista ao programa Roda Viva

Futuro de Lula

 

“Se Lula não for preso e tendo condições legais de concorrer, não tem chance de ser eleito. Mas, durante muito tempo, não vai aparecer ninguém com tanta expressão quanto ele na esquerda brasileira.” Palavras do cientista político Antonio Lavareda no programa Roda Viva desta semana.

Diário de Pernambuco, Coluna Diário Político – 15/06/2016

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Antonio Lavareda cita conselho consultivo durante entrevista ao programa Roda Viva

Antonio Lavareda cita conselho consultivo durante entrevista ao programa Roda Viva

roda viva

Antonio Lavareda – Programa Roda Viva

O CPEE é formado pelos seguintes integrantes: Everardo Maciel (consultor jurídico), Maria Tereza Aina Sadek (professora e cientista política), Jairo Marconi Nicolau (professor e cientista político), Antoninho Marmo Trevisan (professor e presidente da Trevisan Escola de Negócios), José Antonio Guimarães Lavareda Filho (cientista político), Vladimir Passos de Freitas (desembargador aposentado do TRF-4 e presidente da International Association for Court Administration (IACA), Osvaldo Catsumi Imamura (pesquisador titular do ITA), Mamede Lima Marques (professor e diretor do CPAI-UnB), Bolívar Lamounier (cientist apolítico e diretor da Augurium Consultoria), Orjan Olsen (presidente da Analítica Consultoria), Eliseu Martins (contabilista e professor), Luiz Felipe D’avila (cientista político) e Athayde Fontoura Filho, que atuará como diretor executivo do conselho.

Ao ser questionado sobre o impacto das mudanças na legislação eleitoral nas eleições municipais deste ano, o entrevistado afirmou que o país tem dificuldade de fazer reformas consistentes. No entanto, ponderou que a eliminação do financiamento de campanhas por empresas, por exemplo, é coerente ao tentar combater as denúncias de financiamento empresarial que era frequentemente utilizado como um duto de legalização do dinheiro ilegal, de propinas que terminavam chegando aos partidos e às campanhas.

TSE, http://www.tse.jus.br – 14/06/2016

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Lavareda indicado por Gilmar Mendes